Zoiudo
Vulco, o Macaco Flamejante
Vulco era um macaco vermelho.
Bem vermelho mesmo.
Por isso, ele adorava tudo que era quente: pedras quentes, areia quente e, principalmente, vulcões.
Vulco gostava de subir bem alto para sentir o calor subindo do chão. Ele ficava parado, com os olhos bem abertos, observando a fumaça sair devagar. Aquilo deixava Vuco animado e curioso.
Um dia, Vulco resolveu explorar um vulcão de verdade.
Ele subiu, subiu, subiu…
Sentiu o calor nos pés, nas mãos e no coração.
Mas o chão estava quente demais.
Vulco escorregou.
Saiu rolando vulcão abaixo, girando, girando, até cair direto no mar.
A água estava fria, mas Vulco não se assustou.
Ele boiou.
Boiou por um dia.
Depois por outro.
E depois por mais um.
Enquanto boiava, Vulco olhava o céu e pensava se existia um lugar onde ele realmente pertencesse. Um lugar onde ele pudesse ser vermelho, curioso e quente por dentro.
Depois de muitos dias, Vulco chegou a uma ilha diferente de todas que já tinha visto.
Quando Vulco colocou os pés na areia, alguém o observava.
Era Juana.
Juana não falou nada.
Ela apenas olhou.
Um olhar grande, calmo e cheio de boas-vindas.
Vulco sentiu o corpo relaxar.
Ele olhou de volta, piscou devagar, como se dissesse:
“Obrigado.”
Juana entendeu.
Naquele momento, Vulco percebeu algo importante:
naquela ilha ninguém precisava explicar quem era. Bastava olhar.
Vulco ficou na Ilha Zóio.
Aprendeu a andar pelas pedras quentes sem pressa.
A brincar entre plantas de olhos grandes.
A observar o mundo com mais calma.
Ele continuou sendo vermelho.
Continuou gostando de calor.
Mas agora sabia que tinha encontrado o seu lugar.
E assim Vulco se tornou:
Vulco, o Macaco Flamejante
Um macaco que veio do fogo, atravessou o mar
e aprendeu que o olhar também pode ser um lar.
Bem vermelho mesmo.
Por isso, ele adorava tudo que era quente: pedras quentes, areia quente e, principalmente, vulcões.
Vulco gostava de subir bem alto para sentir o calor subindo do chão. Ele ficava parado, com os olhos bem abertos, observando a fumaça sair devagar. Aquilo deixava Vuco animado e curioso.
Um dia, Vulco resolveu explorar um vulcão de verdade.
Ele subiu, subiu, subiu…
Sentiu o calor nos pés, nas mãos e no coração.
Mas o chão estava quente demais.
Vulco escorregou.
Saiu rolando vulcão abaixo, girando, girando, até cair direto no mar.
A água estava fria, mas Vulco não se assustou.
Ele boiou.
Boiou por um dia.
Depois por outro.
E depois por mais um.
Enquanto boiava, Vulco olhava o céu e pensava se existia um lugar onde ele realmente pertencesse. Um lugar onde ele pudesse ser vermelho, curioso e quente por dentro.
Depois de muitos dias, Vulco chegou a uma ilha diferente de todas que já tinha visto.
Quando Vulco colocou os pés na areia, alguém o observava.
Era Juana.
Juana não falou nada.
Ela apenas olhou.
Um olhar grande, calmo e cheio de boas-vindas.
Vulco sentiu o corpo relaxar.
Ele olhou de volta, piscou devagar, como se dissesse:
“Obrigado.”
Juana entendeu.
Naquele momento, Vulco percebeu algo importante:
naquela ilha ninguém precisava explicar quem era. Bastava olhar.
Vulco ficou na Ilha Zóio.
Aprendeu a andar pelas pedras quentes sem pressa.
A brincar entre plantas de olhos grandes.
A observar o mundo com mais calma.
Ele continuou sendo vermelho.
Continuou gostando de calor.
Mas agora sabia que tinha encontrado o seu lugar.
E assim Vulco se tornou:
Vulco, o Macaco Flamejante
Um macaco que veio do fogo, atravessou o mar
e aprendeu que o olhar também pode ser um lar.
